Morrer é deitar-se, ninguém morre de pé.
Epifânio
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Crónicólica
Crónica de uma cólica;
Crónica de uma cólica já anunciada, cólica daqui, cólica dali, cólica ali, cólica aqui, cólica na televisão, cólica no jornal, cólica na rádio, cólica no governo, cólica na boca do grevista que esbraceja indignado, crónica da Cólica Monumental, da Mãe de todas as cólicas, A Cólica, a Cólica Mór, tudo uma grande cólica, uma substância excrementícia, para não dizer merda, sim tudo é uma grande substância excrementícia, uma grande merda, isto não é nada, é uma merda. Há por aí muito indivíduo amante de coprofagia.
Epifânio
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Opera di Limano
Ópera, muito berra esta gente;
…pois podem berrar o que quiserem! Mas não tocarão, no meu Fizz Limão.
Epifânio
…pois podem berrar o que quiserem! Mas não tocarão, no meu Fizz Limão.
Epifânio
domingo, 10 de junho de 2012
Carências Afectivas
Há dias estava em casa, sentia-me carente de afectos um sentimento que em mim me enfraquece os braços, e me faz tremelicar um pouco, e sinto como que pequenas picadas no coração, a primeira vez que tal senti pensei que fosse algum problema cardíaco, mas felizmente percebi que não, não era a minha saúde física que me falhava, era sim a saúde sentimental, snif... Desde então cada vez que esse sentimento me assola saio á rua, e chamo pai ou mãe a pessoas que me pareçam afectivas e capazes de me dar algum carinho...
Nesse dia estava inclinado a chamar pai, foi na paidaria... desculpem padaria, entrei e todos me olharam (pelos vistos a minha carência sentimental transparecia a esse ponto). Ali, olhei-o durante o tempo que estive na fila, ele olhou-me algumas vezes e semicerrava os olhos, fazendo movimentos com o bigode farfalhudo, polvilhado de farinha, cheguei ao balcão e antes mesmo de ele abrir a boca para expelir alguma sílaba eu gritei, "PAI", abrindo os braços e com uma tímida lágrima a querer abandonar-me pelo canto do olho... levei com uma baguete nas trombas e disse-me para ir chamar pai ao outro. Triste e com o lado esquerdo da cara dorido, sim porque o pão devia ser de há uns dias pois estava bem duro... fui caminhando rua abaixo cabisbaixo, ao fundo nuns andaimes vi uma personagem paternal, comovi-me, aquele rego do cú, era um rego do cú paternal, comovi-me novamente, e já junto ao andaime gritei para o alto e em direcção ao rego, "PAI", fedi-me... era o meu Pai... "Oh Rui! Filho! Com trinta diabos! Tás a fazer na rua de cuecas seu infeliz?!", nesse instante vejo um balde de massa diabolicamente sedutor a fazer-me olhinhos, e digo para meu Pai, "Pai já lhe tinha dito que vou casar?"...
Nesse dia estava inclinado a chamar pai, foi na paidaria... desculpem padaria, entrei e todos me olharam (pelos vistos a minha carência sentimental transparecia a esse ponto). Ali, olhei-o durante o tempo que estive na fila, ele olhou-me algumas vezes e semicerrava os olhos, fazendo movimentos com o bigode farfalhudo, polvilhado de farinha, cheguei ao balcão e antes mesmo de ele abrir a boca para expelir alguma sílaba eu gritei, "PAI", abrindo os braços e com uma tímida lágrima a querer abandonar-me pelo canto do olho... levei com uma baguete nas trombas e disse-me para ir chamar pai ao outro. Triste e com o lado esquerdo da cara dorido, sim porque o pão devia ser de há uns dias pois estava bem duro... fui caminhando rua abaixo cabisbaixo, ao fundo nuns andaimes vi uma personagem paternal, comovi-me, aquele rego do cú, era um rego do cú paternal, comovi-me novamente, e já junto ao andaime gritei para o alto e em direcção ao rego, "PAI", fedi-me... era o meu Pai... "Oh Rui! Filho! Com trinta diabos! Tás a fazer na rua de cuecas seu infeliz?!", nesse instante vejo um balde de massa diabolicamente sedutor a fazer-me olhinhos, e digo para meu Pai, "Pai já lhe tinha dito que vou casar?"...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Rissol
Há dias recebi uma mensagem da Morte, disse que me ia fazer uma visita daí a dois dias, às sete e meia da tarde em ponto, nem liguei, já não falávamos aos anos e é que nem os parabéns me deu há duas semanas. Mas o que é certo é que dali a dois dias me bateu á porta...
"Epá já??? Vieste mais cedo, e ainda não acabei de ver o documentário "a vida social das suricatas albinas", quando acabar prometo que vou contigo... Vem mais tarde Morte, passa cá mais logo vá lá, é que não me dá mesmo jeito agora...", "Não, eu espero que acabes de ver.", "Pronto entra lá… limpa os pés não quero que me cagues a sala". Entrou, e pôs-se especada ao lado do sofá, ligeiramente atrás, enquanto eu acabava de ver o documentário (cenário um tanto creepy...), "Epá senta-te! Deixa-te dessas merdas!", lá se sentou ao meu lado, perguntei-lhe se queria tomar algo,"E o que tens para mim?" disse ela, e eu "Sei lá, tenho cara de Ambrósio?! Vais á cozinha e vês!", não me respondeu, levantou-se e foi à cozinha, passados poucos segundos ouvi o que me pareceu um prato a cair ao chão, bufei e disse cerrando os dentes "Foda-se...", veio e sentou-se, olhei para o que tinha no prato e disse "Foda-se, para além de me partires um prato não havia mais nada pra comeres? Tinhas que me foder o último rissol de leitão?!" (rissol que eu tinha guardado tão religiosamente para comer antes de deitar), "Pensei que não tinhas ouvido o prato..." disse ela, entretanto o documentário "a vida social das suricatas albinas" tinha acabado, "Vá então vamos?" disse eu, e ela de comando na mão muito concentrada, disse sem tirar os olhos da tv "Agora espera deixa-me ver o que esta a dar", "Está bem Morte tu é que sabes", ali ficámos algum tempo. Eu nem estava muito interessado no que ela estava a ver ecomeçou-me a pingar o sono, "Tou a ficar com sono, vou dormir, quando acabar chama para irmos, ok?", ao que ela respondeu acenando com o comando "Okok vai lá...".
Passadas algumas horas acordei e fui a sala, achei estranho ela não me ter ido chamar, "Queres ver que afinal já não vou..." pensava com entusiasmo enquanto caminhava para a sala, mas não, a Morte tinha adormecido e estava já a ressonar, com um fio de baba a escorrer-lhe pelo maxilar branco despido de pele, põe-se a ver maratonas de séries é o que dá...
"Epá já??? Vieste mais cedo, e ainda não acabei de ver o documentário "a vida social das suricatas albinas", quando acabar prometo que vou contigo... Vem mais tarde Morte, passa cá mais logo vá lá, é que não me dá mesmo jeito agora...", "Não, eu espero que acabes de ver.", "Pronto entra lá… limpa os pés não quero que me cagues a sala". Entrou, e pôs-se especada ao lado do sofá, ligeiramente atrás, enquanto eu acabava de ver o documentário (cenário um tanto creepy...), "Epá senta-te! Deixa-te dessas merdas!", lá se sentou ao meu lado, perguntei-lhe se queria tomar algo,"E o que tens para mim?" disse ela, e eu "Sei lá, tenho cara de Ambrósio?! Vais á cozinha e vês!", não me respondeu, levantou-se e foi à cozinha, passados poucos segundos ouvi o que me pareceu um prato a cair ao chão, bufei e disse cerrando os dentes "Foda-se...", veio e sentou-se, olhei para o que tinha no prato e disse "Foda-se, para além de me partires um prato não havia mais nada pra comeres? Tinhas que me foder o último rissol de leitão?!" (rissol que eu tinha guardado tão religiosamente para comer antes de deitar), "Pensei que não tinhas ouvido o prato..." disse ela, entretanto o documentário "a vida social das suricatas albinas" tinha acabado, "Vá então vamos?" disse eu, e ela de comando na mão muito concentrada, disse sem tirar os olhos da tv "Agora espera deixa-me ver o que esta a dar", "Está bem Morte tu é que sabes", ali ficámos algum tempo. Eu nem estava muito interessado no que ela estava a ver ecomeçou-me a pingar o sono, "Tou a ficar com sono, vou dormir, quando acabar chama para irmos, ok?", ao que ela respondeu acenando com o comando "Okok vai lá...".
Passadas algumas horas acordei e fui a sala, achei estranho ela não me ter ido chamar, "Queres ver que afinal já não vou..." pensava com entusiasmo enquanto caminhava para a sala, mas não, a Morte tinha adormecido e estava já a ressonar, com um fio de baba a escorrer-lhe pelo maxilar branco despido de pele, põe-se a ver maratonas de séries é o que dá...
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
CONHECIDO O VENCEDOR DO CONCURSO ARTE ESCRITA DO CICLO CULTURAL DA UTAD
Porquificação
ornamentados
por personalidades,
humanos porquificados
não deixam de haver
aqueles menos interessados
que jogam outras vidas,
ao contrário
do patriarca que consente
e apoia a sarrabulhada
pautada por uma banda
afinada ao compasso
da fuga da manada
que corre ao desencontro
do canibal fratricídio
mas amam-se
nesta última ceia
irmãos desta pocilga,
a sociedade.
"O poema “Porquificação” foi o texto vencedor do concurso de Arte Escrita do Ciclo Cultural da UTAD, que foi divulgado ontem pelas 11 horas no Complexo Pedagógico.
Bruno Rodrigues, aluno do 3º ano de Línguas e Relações Empresariais, foi o vencedor deste concurso, que teve assim a oportunidade de adquirir uma obra á sua escolha do Pintor amarantino Fernando Barros.
A inspiração para a elaboração do poema centrou-se “na sociedade”, referiu Bruno Rodrigues.
O pintor amarantino Fernando Barros afirmou que queria principalmente “sentir o pulsar da juventude e o que pensam relativamente a esta área especifica arte, a pintura” por isso é que decidiu atribuir um quadro da sua obra ao vencedor."
http://cicloculturalutad.blogspot.com/2011/12/concurso-arte-escrita-porquificacao.html
http://akademia.comunicamos.org/cultura/conhecido-o-vencedor-do-concurso-arte-escrita/
http://www.utad.pt/pt/utadtv/jo/7dez2011.html
.
ornamentados
por personalidades,
humanos porquificados
não deixam de haver
aqueles menos interessados
que jogam outras vidas,
ao contrário
do patriarca que consente
e apoia a sarrabulhada
pautada por uma banda
afinada ao compasso
da fuga da manada
que corre ao desencontro
do canibal fratricídio
mas amam-se
nesta última ceia
irmãos desta pocilga,
a sociedade.
"O poema “Porquificação” foi o texto vencedor do concurso de Arte Escrita do Ciclo Cultural da UTAD, que foi divulgado ontem pelas 11 horas no Complexo Pedagógico.
Bruno Rodrigues, aluno do 3º ano de Línguas e Relações Empresariais, foi o vencedor deste concurso, que teve assim a oportunidade de adquirir uma obra á sua escolha do Pintor amarantino Fernando Barros.
A inspiração para a elaboração do poema centrou-se “na sociedade”, referiu Bruno Rodrigues.
O pintor amarantino Fernando Barros afirmou que queria principalmente “sentir o pulsar da juventude e o que pensam relativamente a esta área especifica arte, a pintura” por isso é que decidiu atribuir um quadro da sua obra ao vencedor."
http://cicloculturalutad.blogspot.com/2011/12/concurso-arte-escrita-porquificacao.html
http://akademia.comunicamos.org/cultura/conhecido-o-vencedor-do-concurso-arte-escrita/
http://www.utad.pt/pt/utadtv/jo/7dez2011.html
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domingo, 23 de outubro de 2011
Banheiradas
Deu-lhe alguma coisa no banho? Deu sim, parvoíce, tentou fazer o pino na banheira enquanto tomava banho.
Agripino
Agripino
sábado, 15 de outubro de 2011
Novo Blogue Amigo
Isto é como diz o amigo Herculano, "Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais." Por isso façam o obséquio e visitem:
http://carlotabassethome.blogspot.com/
Muchas Gracias
http://carlotabassethome.blogspot.com/
Muchas Gracias
sábado, 23 de julho de 2011
A Timidez de Antunes
Olho surpreso para o Sr. Antunes, que já de cócoras se prepara para o fazer, e pergunto - Ó Sr. Antunes, vai fazer isso aí? - Ao que ele me responde, com cara de esforço - Sim avô, a sala estava cheia de gente, e hoje sinto-me tímido... - Em ar de compreensão digo - Ah, então está bem, eu vou ali para o canto rilhar uma nêspera enquanto espero, pela chave vencedora.
Agripino
Agripino
O Guedes
Desafio-vos a conhecer O Guedes, personagem inspirada no vídeo viral do momento, esta personagem no fundo é uma homenagem a esse mesmo vídeo.
http://www.facebook.com/pages/O-Guedes/241690202522000
Haja Saúde!
http://www.facebook.com/pages/O-Guedes/241690202522000
Haja Saúde!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Trupe Intrépida
Tarde ociosa...basta! Liguei para a "trupe intrépida", prometiam muito. Espantei-me quando fui abrir a porta, a trupe, um par de bêbados mal encarados, efectuando a dança da perereca com vestes repletas de lantejoulas. Preferia duas meninas do Laos, sempre seriam mais flexíveis e trariam animais...
Agripino
Agripino
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Lactoses
O pai corre mundo a performizar variedades com um grão de arroz amestrado, a mãe adoptou uma dieta que consiste em ir fazer análises clínicas ao laboratório da cidade várias vezes por semana, a irmã faz pipi na cama e oculta o odor com spray ambientador, o irmão dedicou-se à pesca porque a caça não lhe agradava, e ele limita-se a dar cabeçadas a sujeitos que cheirem distintamente a naftalina. Eu já o avisei, para ter cuidado com a intolerância à lactose.
Agripino
Agripino
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Nanismo
Sim, a moléstia dos anões. Não, isso é um estilo de pintura. Não é nada, que estilo é esse explique lá então. É aquele estilo no qual se pintam anões.
Agripino
Agripino
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Mortos por Saldos
Cai a noite, e já deambulam, podres, pelas ruas como uma enorme matilha, guiados pelo cheiro a saldo fresco. No shopping ouvem-se das colunas os primeiros sons da "thriller", e os inocentes correm e escondem-se. Já se ouvem os gemidos lá fora... Assim que entram pelas portas do shopping correm, tortos e descoordenados! Acotovelam, empurram e mordem tudo o que se lhes atravessa no caminho, sedentos de saldos fresquinhos e suculentos! Prontos a devorar compras e mais compras, são eles os ZOMBI€S DOS SALDOS!
Agripino
Agripino
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Entrevista de Emprego
Entrevista de emprego, eu e os outros candidatos, sentados à porta do escritório. Todos me olham estupefactos, não consigo evitar: sou como um miúdo, que brinca com a pila quando está nervoso!
Agripino
Agripino
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Miniatura
Estava eu sentado no banco do jardim, a apreciar aquela tarde solarenga, em que era bombardeado por dejectos de várias aves, de pombo em particular, quando o que parecia ser a miniatura de uma pessoa se aproximou, e se sentou a meu lado a comer uma sande, fiquei a apreciar aquele Ser por alguns segundos, até que me olhou de soslaio e intrigado exclamei: Isso é uma sande de torresmos! E de seguida lhe perguntei: Onde raio está o resto de ti?!
Agripino
Agripino
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Pela Trela
Cães que passeiam seus donos pela trela? Foi a última vez que me aproximei para tentar compreender tal situação, saí de lá com as calças urinadas.
Muco
Muco
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